Mensagem dos jovens “De São Paulo para o mundo”
Que a economia do 2031 seja de comunhão, para nós e para todos.
PREMISSA
Ao final da Assembleia 2011 da Economia de Comunhão na liberdade (EdC), por ocasião dos 20 anos do início do projeto, nós todos que participamos, em particular nós jovens, sentimos a responsabilidade de lançar uma mensagem “De São Paulo para o mundo”, a todos aqueles que acreditam, desejam e se comprometem em viver por um sistema econômico mais justo e solidário.
ACREDITAMOS
Nós acreditamos que:
A economia e as empresas devem assumir, ao lado dos princípios da liberdade e igualdade, também o princípio da fraternidade. Dessa forma, a economia dará a sua contribuição para que se realize plenamente a dignidade da pessoa humana e a dignidade de cada povo. Consequentemente será possível dar sentido à própria vida e ao desejo de felicidade escondido no coração de cada mulher e de cada homem;
Não podemos e não queremos mais suportar a existência de mais de um bilhão/mil milhões de pessoas que ainda hoje vivem em condições de pobreza absoluta. Nós não podemos e não queremos ter paz até que cada pessoa na face da Terra não tenha o necessário para uma vida decente, para viver a vida que ama, para desenvolver suas potencialidades e capacidades, para cultivar os seus sonhos individuais e coletivos. Mas acreditamos também que é preciso, sobretudo mulheres e homens novos, que todos os dias escolham estilos de vida solidários e sóbrios, que usem a sua criatividade, também no campo empresarial e institucional, compartilhando seus talentos, arriscando e amando de modo concreto em suas vidas. Que seja possível construir uma economia que leva a sério o princípio da fraternidade, que aplicado na esfera econômica se chama comunhão, pelo menos por quatro motivos:
1. A presença de uma economia de fraternidade já pode ser vista nas escolhas cotidianas/quotidianas de comunhão de bens e sobriedade de milhões de pessoas que vivem, em diversos níveis, a mesma espiritualidade da unidade e a mesma cultura que anima o projeto da EdC, a cultura do dar e da reciprocidade;
2. O mesmo espírito de fraternidade também está presente nas experiências das centenas de empresas do projeto EdC que, não obstante as dificuldades e os fracassos pequenos ou grandes, permanecem fiéis aos valores da EdC através da distribuição dos lucros em favor dos irmãos em dificuldades, para a criação de postos de trabalho e para a difusão de uma „cultura do dar‟; e fundamentam as suas escolhas relacionadas com a gestão no respeito ao cliente, ao trabalhador, ao fornecedor e à sociedade civil;
3. É possível encontrar no mundo a presença do mesmo espírito de comunhão e de fraternidade em muitas experiências de economia social, civil e solidária. É um múltiplo movimento em contínuo crescimento que afirma, em linguagens diferentes, que outra orientação pós-capitalista para a economia de mercado é possível, se quisermos e nos comprometermos todos, juntos e imediatamente.
4. Enfim, acreditamos que uma economia de comunhão é possível porque em cada homem e em cada mulher da Terra a vocação para a comunhão e para o amor está “escrita no mais profundo do seu ser, quer tenha fé ou não”, como nos disse Chiara Lubich. Somente uma economia desse tipo pode satisfazer plenamente a nossa busca de felicidade, individual e pública.
PEDIMOS
Com esta tríplice fé, nós jovens da EdC, representantes de milhares de jovens e de adultos de várias culturas, países, religiões, condições econômicas e sociais, queremos também pedir mudanças concretas, aqui e agora.
1. Nos últimos anos o desenvolvimento econômico foi poluído pelo comportamento eticamente discutível de uma finança sem regras que criou grandes danos, chegando ao ponto de colocar em risco o funcionamento do próprio sistema. O mecanismo econômico e financeiro ocidental permanece estruturalmente frágil e requer novas regras que sejam capazes de reconduzi-lo às suas insubstituíveis funções para o bem comum. Por isso, nós pedimos aos governos dos paises para:
envolver a sociedade civil nas políticas para o desenvolvimento, começando pela família, valorizando o trabalho em part time, com atenção para com a infância e a assistência aos familiares idosos ou com necessidades especiais;
favorecer juridicamente o trabalhador assalariado, as famílias com filhos menores e a proteção do ambiente;
desencorajar, também com instrumentos fiscais, as transações financeiras altamente especulativas;
combater a evasão fiscal, eliminar os “paraísos fiscais” e reduzir os gastos militares desnecessários para a proteção dos povos;
abolir as barreiras alfandegárias para os produtos dos países que respeitam o trabalho e o ambiente.2. Por isso, pedimos a todos os cidadãos do mundo, começando por nós, presentes hoje aqui em São Paulo, que se esforcem com convicção renovada e novo empenho, também sob o plano político, jurídico, institucional, em favor de uma economia onde juntamente com os princípios co-essenciais de liberdade e igualdade exista também um espaço concreto para as exigências da fraternidade entre pessoas e entre povos, favorecendo com as próprias escolhas de consumo e de economia aquelas empresas geridas eticamente e que investem parte significativa dos seus lucros para o bem comum. De fato, a EdC está a nos dizer que o lucro das empresas tem uma natureza e uma vocação social.
3. A EdC, desde o início, atribuiu uma grande importância à formação de “homens novos”. Por isso nós pedimos:
a. Que nos currículos das escolas fundamentais/básicas e médias sejam inseridos cursos de educação orientados ao ambiente, à legalidade, à educação para afraternidade e para a globalidade, que favoreçam a integração, a paz, a comunhão e a unidade entre os povos, reduzindo assim o risco de futuras guerras e a destruição do planeta.
b. Que aumentem significativamente os esforços por parte das universidades dos países com mais recursos financeiros e culturais para realizar, no respeito recíproco, o intercâmbio de docentes com as outras universidades do mundo, visto que não existe futuro para os jovens sem formação de alta qualidade.
c. Que nas faculdades de economia e de ciências políticas e sociais seja reconhecido o ensino de visões e teorias econômicas diferentes daquelas que hoje são predominantes.
CONCLUSÃO
Nós jovens temos a consciência de que somos a primeira geração na história da humanidade que corre o sério risco, em escala global, de ter um futuro pior que aqueles que tiveram os nossos pais, por causa das feridas profundas infligidas neste último século ao ambiente, ao ar, à água, às energias não renováveis. Ainda, uma crescente ideologia individualista, xenófoba e não solidária se vislumbra no horizonte da nossa civilização pós-moderna. Ao mesmo tempo, confiamos e temos a certeza de que a Providência existe e opera na história, e que também nós podemos ter um futuro melhor que o passado e acreditamos que a EdC tenha vindo à Terra, a esta Terra brasileira vinte anos atrás, para alimentar e tornar possível esta nossa esperança. Por tudo isso, nós jovens reunidos em São Paulo no mês de maio de 2011, enraizados na EdC de 1991, e como nunca interessados e responsáveis por como serão a economia e o mundo em 2031, acreditamos que se estas nossas convicções, esperanças, empenhos, desejos forem compartilhados por muitos homens e mulheres de todos os continentes e se os nossos e os seus comportamentos cotidianos/quotidianos forem coerentes com essa corrente, a aspiração de uma economia não só eficiente e justa, mas também fraterna, não será uma simples utopia.Nós participantes da assembleia EdC de São Paulo, mesmo se fossemos os únicos, nos empenhamos solenemente a agir assim, estabelecendo um pacto entre nós, certos que muitos outros se unirão e estarão ao nosso lado, porque estamos convencidos que a comunhão é a vocação profunda de cada pessoa, empresa, comunidade. “Que todos sejam um”.
São Paulo, 29 de maio de 2011
Preparem-se para o “adeus à carne” ou Carnaval!
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No próximo fim de semana começa o carnaval. A festa que antecede o período católico da quaresma, em que tradicionalmente fazia-se um rigoroso jejum de carne. Antes, porém, deste período de restrição, uma festa para a fartura, para o exagero.
O carnaval é uma festa do povo brasileiro. Talvez uma das poucas manifestações que ainda tomam as ruas do país e que de diferentes maneiras é festejada de norte a sul, leste a oeste.
Eis uma situação que antecedeu meu carnaval. Eu estava caminhando e passou por mim uma moça em uma bicicleta. A calçada era irregular, e por vezes os ciclistas devem dividir o asfalto com os carros. Eu virei o rosto por 1 segundo e quando olho para frente de novo, está a moça esparramada no chão, os pneus da bicicleta rodando no ar. A moça ficou bem nervosa, trêmula; assustou-se de verdade. Logo vi que não era nada sério, apesar de que tinha sangue e algumas partes do corpo ficariam roxas certamente. Aproximei-me e essa moça me dizia: “estou horrível… meu rosto está todo marcado… não vou mais sair de casa… ah! está chegando o carnaval… eu preciso de um espelho”. E me perguntava: “meu rosto tá feio?”.
O rosto dela tinha sido a parte menos atingida. A coisa mais séria era o piercing que saiu rasgando a orelha. Bem, daí quem ficou sem saber o que fazer fui eu, porque não era preciso cuidar dos machucados, mas apenas arrumar um espelho. No fim ajudei-a a limpar-se e aguardei com ela até que alguém viesse busca-la.
Continuei meu caminho ainda na surpresa de ter conhecido alguém que me parecia escrava da beleza. Como é triste termos que cuidar tanto de alguma coisa que inevitavelmente passará. Pensando um pouco mais, não é verdade de cultivar a beleza é algo ruim, pelo contrário. O problema é quando somos massacrados por padrões estéticos que nos despersonificam, que nos enchem de complexos e não ajudam a construir relacionamentos verdadeiros com quem quer que seja.
A vaidade é do homem. Mas a beleza, que pode não estar associada à vaidade, é algo que brota de uma harmonia perfeita, e encontramos esfumaturas desta perfeição no homem, até mesmo naqueles que estão no lixo, como mostra o artista brasileiro Vik Muniz.
Por isto, neste carnaval, vamos festejar a beleza, mas não a da Globeleza. Há tanto abraço, tanto riso, tanta música, tanto sol…
Que as demonstrações de beleza do nosso carnaval não sejam encobertas por nenhuma camada de purpurina sintética, nem entorpecidas pela alegria fermentada e engarrafada. Que sejam demonstrações de felicidade, musicalidade e desenvoltura – como é do brasileiro.
Me despeço com a música da Céu – Bobagem.
Sobre a situação no Egito, em primeira pessoa…
Recebemos essa mensagem do nosso amigo Cristhian da Silva que vive atualmente no Líbano e viveu até ano passado no Egito.
Publicamos na íntegra!
Olá pessoal interessante!
Gostei do blog de vocês e apreciei muito ambos artigos sobre a situação política no Egito. No final do último artigo, o Silvio consegue puxar o nosso tapete de telespetadores… Isso aí Silvio. Ele, na poltrona há quase 10 mil km, eu há “algumas” braçadas no mar mediterrânio… já que nesse pedaço de terra (minúsculo comparado a qualquer gleba do nosso Brasil) as fronteiras terrestres não conhecem permeabilidade, isto é, são vergonhosas manifestações do “homem velho”, como diria Paulo de Tarso.
Mas é tudo uma coisa só, a famosa aldeia global, e se não arregaçarmos as mangas e insistirmos em permanecer enterrados na nossa pirâmide de egoísmo, observando o que se passa ao redor fixos como a esfinge que viu Mubarak passar, bem pouco vamos contribuir no desenvolvimento o “complexo” gênero humano espalhado pelo planeta.
Quando 25 de janeiro chegou, sinceramente imaginei que seria um auê a mais como tantos que já vi e que por fim não daria em nada… Vivi naquele país por mais de 5 anos e, apesar de amar imensamente o povo e aquela terra, a sensação (e não só) de opressão social era de uma dimensão que deixava pouca esperança. Um país cansado, um povo alegre por natureza, mas corroído na sua dignidade e muitas vezes guiado por uma religiosidade de massa que pouco espaço oferece ao debate, ao diferente. Sobretudo a mão de ferro… era pesada, pouca esperança.
Bom, me enganei! Os jovens empurraram uma muralha, conquistando cada centímetro de chão e lá chegaram. Mubarak sha3b Masr (abençoado povo egípcio).
O peso do absurdo se extendeu pelos seus 18 dias de luta, mas a esperança do “novo” venceu e um “futuro melhor que qualquer passado” conseguiu manter o passo.
Quando se visita as pirâmides de Giza, logo se pergunta: como conseguiram?! Aqui novamente a mesma pergunta. E sinceramente não sabemos o que responder. Mas o que se experimentou naquele dia 11 permanece como linfa nova, razão de continuar caminhando e versando sangue naquela areia que tudo absorve, mas não cancela.
Escrevo também eu, como o Silvio, da minha poltrona aqui no país dos Cedros, modelo de convivência organizada e democrática, me refiro ao Líbano, que talvez é o país que tem a “vocação” de ser sinal para todo o oriente médio, não obstante sua fragilidade, guerras e o sangue inocente que foi muito derramado por aqui… ou justamnete por ele.
De qualquer forma, estamos caminhando num pedaço de história que não pode retroceder para um velho modo egoístico de pensar. E a caída de Ben Ali, Mubarak… e outros que estão a caminho demonstram que se vai adiante e não dá pra voltar atrás, já que a humanidade está mais interlaçada que nunca e o ontem faz o hoje. Vamos ver!!!
A fraternidade como opção
A fraternidade como opção
Recentemente participei de um evento em São Paulo, na cidade de Vargem Grande Paulista, que reuniu jovens brasileiros, dos 17 aos 30 anos, onde o objetivo foi discutir e dialogar sobre propostas de construção de “esboços de fraternidade” nos mais variados ambientes culturais e demográficos onde nos encontramos.
Quando voltei ao “mundo real”, acompanhei um começo do ano de 2011 repleto de revoltas no mundo árabe, com vários focos de conflito no norte da África e no Oriente Médio. Seria complexo falar a respeito das causas de tais conflitos, pois precisaríamos fazer uma cuidadosa análise histórica, compreender o que existe por detrás da cultura mulçumana, para depois tecer comentários, análises e críticas. Mas fiquei chocado com a diferença de perspectiva entre um e outro acontecimento…
Na minha opinião de espectador passivo, noto que existe uma grande diferença de interesse da mídia quando falamos de caos, massacres, confusão, tragédias, e quando falamos de ações talvez igualmente sérias e importantes mas que visam o bem comum e a luta pacífica pela fraternidade universal. Aquela história que faz mais barulho uma árvore que cai do que uma planta que nasce é bem real e novamente podemos observar isso na nossa mídia coletiva. Fiquei, assim, pensando por que um evento como aquele que aconteceu em São Paulo não ganhou um espaço na mídia como as sérias situações políticas que estamos acompanhando no mundo árabe…
Não quero, com isso, dizer que o que está acontecendo não é importante ou que não deveria ser noticiado, absolutamente!! Nós brasileiros, inclusive, temos muito o que aprender com o que está havendo nesses países: temos que voltar àquela época corajosa quando saíamos às ruas para lutar pelos nossos direitos.

Fonte: http://noticias.r7.com /internacional/fotos/ populacao-cerca-tanques-em-praca-do-cairo-20110207-3.html#fotos
O que quero ressaltar nessa breve reflexão é que temos que ter coragem de mudar a nossa mídia e valorizar principalmente o que existe de bom por aí. E, sim! Existe muita coisa boa! Muitas ações concretas e efetivas de construção de um mundo melhor nascem, crescem e se desenvolvem a cada dia. Mas temos que ter coragem de colocá-las sob os holofotes, da mesma forma que colocamos as situações trágicas.
No meu dia-a-dia tenho procurado colocar em prática a idéia que “gentileza gera gentileza”, ou “respeito gera respeito” e assim por diante. Na minha opinião é ali que nasce um novo mundo: no dia-a-dia. É ali que temos a capacidade de construir uma sociedade nova, fundamentada na paz e na fraternidade.
Esse modo de viver pode fazer com que nasçam novos líderes, novos gestores, novos governantes, capazes de pensar e agir em função do bem comum. Situações críticas como essas que estamos presenciando hoje poderão se reverter se nós fizermos a nossa parte, momento por momento.
Eu realmente acredito nisso…
A hora de definir o rumo
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Os livros que contam a história do século XXI deverão adicionar mais um capítulo às suas páginas. Onze de fevereiro de 2011 será destacado como o dia em que os oposicionistas egípcios, formados na sua maioria por jovens, vêem atendida sua principal reivindicação: a queda do “ditador-democrático” Hosni Mubarak.
Muito mais do que fazer parte do currículo pedagógico do Egito, este evento tem tudo para ser estudado ao redor do mundo, graças ao possível efeito dominó no mundo Árabe. Uma semana após a “fuga” de Mubarak, outros noves países possuem focos de insurreição. Porém os livros não poderão concluir a narrativa com o carnaval que tomou conta das ruas do Cairo. É necessário que o pós-queda seja detalhado. E aqui estão os principais desafios.
É o momento de entender que somente o reconhecimento da dignidade humana pode tornar possível o crescimento comum e pessoal de todos. É essencial o apoio aos marginalizados, a garantia de condições de igual oportunidade entre homem e mulher, bem como uma objetiva igualdade entre as diversas classes perante a lei.
O triunfo da nova ordem política acontecerá se a busca do bem pessoal e do bem coletivo nortearem as suas ações. É necessária a criação de um ambiente de “pluralismo social”, onde as pessoas possam ver respeitadas a sua diversidade e individualidade. A pergunta que me faço, sentado numa confortável cadeira a aproximadamente 9,5mil quilômetros de distância das pirâmides egípcias, é lógica: “e eu com isso?”.
A resposta, porém, é simples. Devo esforçar-me para construir a sociedade que quero ao meu redor. Olhar para cada pessoa – vizinho, colega de trabalho, amigo da faculdade, pai, irmão, etc. – e reconhecer nela a sua dignidade inerente, tratando-a com respeito na sua autonomia e fisionomia própria. É a contribuição que dou pros livros de história contarem finais felizes.
[1] Conforme Compêndio da Doutrina Social da Igreja (DSC), artigo 145
ESCRITO POR Silvio Rossetto
Na Roda, de novo. Hoje, o Egito.
VOLTAMOS À RODA! Que alegria… coisa boa tem que ir para frente. Confesso que durante as eleições no ano passado, fiquei meio tensa. Não tinha condições de escrever qualquer coisa, porque estava contaminada dos meus pontos de vista e era difícil acolher o diferente. Foi um treinamento… Quanto aos outros colaboradores, estavam ocupadíssimos, com muitos trabalhos. Mas enfim, voltamos. Decidimos que escreveremos 1 vez por semana, todos sobre o mesmo assunto. Assim dá pra aprofundar mais. Este mês teremos 2 textos esta semana, excepcionalmente, porque semana passada foi quando resolvemos tudo isto. 
O assunto é o Egito. Eu li alguma coisa dos noticiários e confesso (novamente) que me faltou ler o suficiente para identificar o estopim de tudo. O motivo, mais ou menos sabemos. O Egito, desde quando se tornou independente do Reino Unido, ainda no começo do século passado, nunca viveu em uma democracia aberta. O último presidente tem sido chamado de ditador, pois, apesar de eleito, está no poder desde 1981. Quem resolveu insurgir contra o governo foi a Irmandade Mulçumana, que é uma organização não reconhecida oficialmente como partido político, mas que representa a maior oposição ao regime no país.
Como economista, fui atrás de alguns dados, para poder me situar melhor nos fatos. Descobri que o Egito é um país de jovens, em que a idade média da população de 80 milhões de habitantes é de 24 anos. É um país em que a maioria ainda vive das atividades rurais, sendo apenas 43% os que vivem em cidades. É um país mulçumano, pois apenas 10% da população professa outros credos. Por conseqüência, será comum encontrar mulheres analfabetas. A descrição que ouvi do Cairo é próxima de “bagunça” ou “confusão”, mesmo para nossos padrões brasileiros. De fato, a população sofre com a pobreza e com a falta de infraestrutura básica, tipo saneamento. (FONTE: THE WORLD FACTBOOK, CIA, 2010).
Tomando tudo isto em consideração, seria fácil eu concluir: façamos a revolução! Mas pensando um minuto nas cenas de violência dos jornais me pergunto o quanto eu estaria disposta a entrar em um confronto como este. Eu seria daquelas que esperam que os outros façam as mudanças ou daquelas que agitam o movimento? Talvez eu gostaria de agitar o movimento, mas eu não sei se estaria disposta às últimas conseqüências para conseguir aquilo considerado como a boa meta: a queda do presidente.
Em todo e qualquer movimento, antes de chegar às massas, é necessário que um grupo suficientemente motivado desencadeie as ações. Logo chegam aqueles que apenas imitam, engrossando as fileiras da transformação. O segredo é sempre o número de pessoas motivadas; é a massa crítica que desencadeia a reação química. Resumindo, as manifestações do Egito me fizeram pensar nas transformações que eu faria considerando as motivações que tenho. No Brasil há coisas suficientes para serem transformadas. Atualmente me dedico à Economia de Comunhão. E você? É massa crítica para qual transformação?
Modelos, escolhas e a via de santidade no século XXI
Com tantas notícias circulando nos diversos e modernos canais de comunicação, minha dificuldade é abstrair o que existe de bom no mundo de hoje. E noto que é difícil, também, para os meus convivis.
No meu ambiente, e acredito que não seja somente no meu, existe uma forte pressão por resultados. Se você não dá resultados, seja lá quais forem, você não serve para o sistema. É discartado. Mas, pra isso, você precisa ter saúde. Saúde, hoje, tem uma forte relação com dinheiro (já que um lindo e saudável corpo, normalmente, é aquele que é produzido por todas as cirurgias plásticas, academias, produtos de beleza, dietas de N tipos, etc).
E dinheiro… E, bom, para conquistá-lo vale tudo, não é?!! Ética? Hmmm o que é isso mesmo??
O resultado direto de viver nesse ambiente no qual estou inserido é simples: altos custos com terapias, infelicidade, insatisfação, busca constante por entretenimento que nos tira da realidade (vide vídeo-games, computadores, etc), viagens super caras, (falso) status social…
Claro. Toda maquiagem, com água, desaparece. Como diz a sagrada escritura, a casa que permanece é aquela que possui raízes profundas e é construída sobre a rocha.
É nesse contexto que penso em Chiara (Luce) Badano. Ela viveu 18 anos. Faleceu vítima da doença do século – o câncer. Mas, nesse curto espaço de tempo, alcançou algo que muitos cristãos almejam: o mais importante “certificado” de reconhecimento que, no mercado, não tem muita validade e não dá aumento de salário: a santidade. Ela será beatificada no próximo dia 25 de setembro.
Santidade… Palavrinha fora de moda essa… Faz-me pensar em São Francisco, em São Joaquim, em São Maximiliano Kolbe (pessoalmente uma referência pra mim… deu a vida na época da segunda guerra mundial por um pai de família). Alguns desses personagens viveram num período sombrio da nossa história (a idade média), outros deram a vida em ocasiões duras e difíceis (como na guerra). Mas Chiara Badano não… Ela, simplesmente, teve um câncer… Como tantas outras pessoas… Não deu a vida por ninguém (como são Maximilano)… Não salvou a Igreja de um cataclisma de uma era obscura… Então, o que faz dela uma beata reconhecida pela Igreja?
Fui atrás da definição de santidade. Ei-la (http://pt.wikipedia.org/wiki/Santidade): “na Igreja Católica (…) algumas pessoas são oficialmente reconhecidas como santos. Elas são vistas como tendo feito algo de extraordinário ou tendo uma especial proximidade com Deus.” E também, aproveitando a deixa, fui pesquisar a diferença entre beatificação e canonização (http://www.santosdobrasil.org/?system=news&action=read&id=237&eid=256): “A primeira diferença entre a beatificação e a canonização é quanto ao tipo de ensinamento da Igreja. Quando o Papa declara alguém Beato isso é considerado um ensinamento oficial da Igreja a respeito dessa pessoa. O que isso quer dizer? Que ela viveu as virtudes cristãs de forma heróica, ou então, se é o caso de um mártir, que ela recebeu um martírio verdadeiro (chama-se declaração de magistério ordinário). Quando alguém é declarado santo é diferente: isso é feito de forma solene, com uma declaração infalível, que só o Papa ou os bispos todos do mundo inteiro unidos em Concílio podem fazer (…). Quanto à vida virtuosa da pessoa, a canonização não acrescenta nada de novo ao que já foi falado na beatificação.A segunda diferença é quanto ao culto público que se presta a essas pessoas (…): com a beatificação a Igreja permite que se preste culto público ao Beato somente em algumas regiões, ou seja, nas regiões onde ele viveu, e na canonização esse culto é estendido ao mundo inteiro, é universal.”
Certamente Chiara Badano fez algo extraordinário e teve uma especial proximidade de Deus. Ela amou!! Amou o Amor (Deus), amou o irmão, procurou viver cada momento da sua vida como se fosse o último, desde a sua infância até os últimos momentos da sua vida, no hospital.
Não foi o câncer que a fez beata: foi o amor!! Amor, no sentido agape, que ela dedicava a qualquer pessoal que estava ao seu lado.
Ela foi uma atleta! Amava o esporte. Foi jogando tênis que ela sentiu os primeiros sintomas da doença que a tirou a vida… Amou as crianças, amou a arte. Amou o continente africano e trabalhou por isso! E hoje, junto do Amor por excelência, é certificada com o grau de santidade.
E o que foi que ela produziu?! Não encontraremos nenhum artigo científico escrito por ela, nem teses, tem monografias… Ela não tem nenhum troféu do esporte que amava… E ainda assim foi uma pessoa feliz e realizada!
Do que vale eu ter todos os certificados da Oracle, Sun, Java, Microsoft, ter um super mestrado em Harvard, doutorado no MIT, troféus e mais troféus, se à base nisso não existir o amor? Poderei levar todos os meus certificados para a minha urna, mas o que restará de mim para aqueles que conviveram comigo será o quanto eu amei com o amor agape.
O caminho para buscar a maior certificação de todas, a santidade, é “simples”: procurar, em cada ocasião que encontrarmos na vida, a experimentação do Amor. Com isso no curriculum será fácil apresentar-se ao Amor, Deus, e sentir-se Amado, já que teremos feito isso a vida inteira.
Chiara Badano fez a sua parte, simplesmente. E hoje é uma grande beata, dos nossos tempos. Um grande e simples desafio que está lançado…
SERVIÇO
- para saber mais de Chiara Luce Badano: http://www.chiaralucebadano.it/ .
- no Google e no YouTube é possível encontrar muitas referências à respeito
- evento de beatificação: missa, dia 25 de setembro de 2010. A seguir, noite de apresentações sobre a sua vida.
“ACABOU! Não há mais pobres entre nós!”
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Os jornais e a internet apresentaram longas matérias sobre como o Brasil acabou com a pobreza.

Especialistas tem se revezado ao comentarem os números. O governo se apressou em mostrar o que realizou no seu mandato, esperando obter mais alguns pontinhos de aprovação com a população. Um rapaz comentou com uns amigos que não tinha certeza se deveria acreditar ou não naqueles dados. Explicou: “- Ontem mesmo, eu estava indo pro trabalho e passou uma senhora com aquele Mercedes. Olhei pro meu popular e parecia uma carroça! Quando parei no sinaleiro, um cara numa bicicleta velha passou por mim. Me dei conta de que minha carroça não estava tão ruim quanto eu pensava”. Concluindo, acrescentou: “não sei bem o que querem dizer com esse negócio do fim da pobreza… porque o cara da bicicleta parecia bem pobre pra mim, e eu, com certeza, sou pobrasso pr’aquela senhora.”
…
Voltemos a 2010. O IPEA lançou um estudo anunciando que em 2016 a miséria estará extinta no Brasil. Possível? Investigo a questão um pouco mais e trago para o Roda. Coincidentemente, neste mesmo período um grupo de pesquisas da Universidade de Oxford lançou um estudo inovador sobre a pobreza no mundo. Desta maneira, estará tudo posto aqui.
Vamos aos números.
O IPEA considera como pobre a pessoa que recebe menos de R$ 207,50 por mês. Está em extrema pobreza quem recebe menos de R$ 103,75. Estes valores correspondem à metade e a um quarto do salário mínimo de 2008, que foi o último ano analisado na pesquisa. Sendo assim, concluíram que se mantido o mesmo ritmo de diminuição da pobreza, em 2016 o Brasil poderá dizer que não haverá mais pessoas em extrema pobreza e apenas 4% da população, ou seja, algo em torno de 7,6 milhões de pessoas, serão pobres.
Poderemos comemorar? Só um pouquinho, por conta de alguns motivos “cruéis”. O começo de tudo está na linha que divide os pobres dos não pobres. Para um país continental como o nosso, uma medida única é muitíssimo problemática. Há uma enorme diferença entre aquilo que eu compro com R$ 100 em São Paulo e em Moreilândia (PE). Portanto, sem diferenciar o custo de vida de cada lugar, haverá sempre enormes distorções ao comparar níveis de renda. O segundo motivo da tímida comemoração é que, desconsiderando as distorções, a pesquisa mostra que enquanto nos estados do Sul e alguns do Sudeste não haverá pobres, em Alagoas e no Maranhão haverá ainda mais de 30% da população presa nesta condição.
Por que será mais difícil atacar a pobreza no Maranhão e em Alagoas? Alguns autores apontam os grandes níveis de desigualdade econômica como o freio para a erradicação da pobreza. Em outras palavras, onde a desigualdade é maior, é mais difícil acabar com ela. Bem, se voltarmos aos dados do IPEA vemos que o descompasso neste quesito é muito grande: há diversos estados que conseguiram reduzir a desigualdade em mais 1% entre 1995 e 2008, mas há aqueles em que esta redução não passou de 0,2%.
Vamos aos dados de Oxford (OPHI). Estes são inovadores porque não consideram renda, mas outros itens que estão relacionados com o bem-estar das pessoas, como acesso à água potável e à eletricidade, nutrição, educação, etc. A pesquisa analisa dados de 2003. Concluíram que a pobreza afeta 8,5% da população, sendo que estas pessoas tem falta de pelo menos 46% dos itens analisados. Ora, este estudo parece mais otimista que o do IPEA, que aponta que 28,8% da população é pobre. Será? Mais ou menos.
Os dois índices, na verdade, são complementares; eles tem objetivos diferentes. O olhar da renda é eficaz nos casos de extrema pobreza, em que pouco aumento da renda faz uma enorme diferença. Já o índice da OPHI aponta as carências da população de modo mais objetivo, facilita a vida de quem tem que fazer uma política de combate à pobreza, e aponta para questões que não se resolvem de um dia para outro, com simples assistencialismo. Sabem qual item em que somos pior, segundo a OPHI? Escolaridade. Vejam o gráfico.
O IPEA mostra que estamos num bom caminho de redução da pobreza, mas há entraves que não são plenamente compreensíveis quando analisamos somente as variações de renda. A pesquisa da OPHI mostra que o Brasil tem um enorme problema na formação das pessoas. Por que isto preocupa? Simplesmente porque para que de um ano para outro, para que a barra do gráfico da pobreza diminua, é necessário que muitos empregos sejam criados, que muitas empresas sejam abertas, que estradas sejam construídas, que se abram novos hospitais, etc. Como isto será possível se faltam pessoas capacitadas para isto?
Para concluir: são as pessoas! O fim da pobreza não virá somente quando a renda de todos for igual, ou seja, quando todos tiverem um Mercedes. Mas virá quando se criarem as condições para que as pessoas utilizem dos seus talentos e capacidades para garantir um sustento digno, com moradia adequada, educação de qualidade para seus filhos, etc. Portanto, não nos iludamos com resultados vagos sobre o crescimento da renda, mas nos preocupemos em saber o que faz com que os números aumentem ou diminuam.
Se eu sei que o amigo da bicicleta velha a usa para ir ao trabalho para fazer exercício e porque não quer poluir, e não porque lhe falta outra opção, então ele não é pobre, ele está em pleno uso de suas capacidades físicas, cognitivas, morais, etc. A boa notícia é que a construção destas características não depende somente das políticas do Estado, mas são fruto também dos nossos relacionamentos quotidianos, profissionais, familiares e de amizade.
A fábula do porco e o desafio da fraternidade

Conta a lenda que um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça. Um dia ele descobriu que seu vizinho tinha este determinado cavalo. Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo. Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário que disse:
- Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante três dias. No 3º dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor será necessário sacrificá-lo.
Neste momento, o porco escutava a conversa.
No dia seguinte, deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse:
-Força amigo, levanta daí senão será sacrificado!!!.
No segundo dia, deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou novamente e disse:
- Vamos lá amigão, levanta senão você vai morrer! Vamos lá, eu te ajudo a levantar.
Upa! Um, dois, três…
No terceiro dia, deram o medicamento e o veterinário disse:
- Infelizmente vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.
Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse:
- Cara, é agora ou nunca! Levanta logo, upa! Coragem! Vamos, vamos! Upa! Upa! Isso, devagar! Ótimo, vamos, um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa, vai….fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa! Você venceu campeão!!!.
Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou:
- Milagre!!! O cavalo melhorou, isso merece uma festa!Vamos matar o porco!
Não há dúvidas que ao terminar de ler esta historinha a primeira sensação que temos é do quanto somos injustiçados por nossos “superiores”. Reações do tipo “Ah se meu chefe lesse esta história”, “As pessoas não me valorizam” ou “Puxa vida, eu sou mesmo o porquinho” são inevitáveis. Porém, ao fazermos a interpretação sob este ponto de vista, corremos o grave risco de cairmos na miopia da auto-piedade. Bater no peito e dizer que ninguém dá o devido valor ao nosso trabalho faz com que voltemos nossa atenção única e exclusivamente pro nosso umbigo, e nenhuma mudança em prol de uma sociedade mais fraterna ocorra. Faço o convite pra que interpretemos a fábula sob outro ponto de vista.
Imaginemos que somos o dono da fazenda. Quantos “porcos” não matamos na nossa vida, sem sequer nos darmos conta? Reflitamos: Qual foi a última vez que agradeci à “tia da limpeza” pelo ótimo serviço que ela faz ao manter tudo em ordem e nos dar condições de trabalhar tranquilamente? Quando foi que sorri pro senhor que entrega os cartões de estacionamento no supermercado, retribuindo-lhe a sua presteza e agilidade? Quantas vezes disse ao meu chefe “obrigado” por trabalhar duro, muitas vezes deixando de lado sua vida pessoal, para que eu tivesse um emprego?

Talvez todos eles, ao lerem a mesma fábula, viram em nós o fazendeiro, e sentiram-se também injustiçados por nós.
A construção da fraternidade nos abre as portas de um novo horizonte.
Somos frequentemente provocados a sair do nosso mundo e olhar mais além. Temos a oportunidade de dar espaço ao outro, passando a medir as nossas necessidades a partir das suas. Trata-se de um exercício contínuo, onde o que vale é a decisão entre subir no palco e ser protagonista ou ficar sentado na platéia.
Escrito por Silvio Rossetto.
Não bata, eduque?
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Vamos falar de educação?
Essa semana vi na televisão uma campanha que já tinha me chamado a atenção na internet. Trata-se da ONG “Não Bata, eduque”, um movimento social composto por instituições e pessoas físicas contra os castigos físicos e humilhantes na infância.
Provavelmente muitos de vocês que lerão este post já levaram aquelas famosas palmadinhas da mamãe ou do papai depois de aprontar alguma. A campanha não quer que as famílias tolerem nenhum tipo de castigo que envolva contato físico ou humilhação verbal.
No site da ONG é possível encontrar um quadro com argumentos pró e contra às famosas palmadinhas. Confesso que me enquadrei na categoria daqueles que já levaram muitas palmadas e que acreditam que elas contrubuíram na educação pessoal e na disciplina. Mas para a ONG, o diálogo com a criança é sempre a melhor saída. Louvável. Não me entendam mal, também sou desse partido. Mas será que para fins corretivos, todos os pais sabem dialogar com a postura necessária para que as crianças entendam o mal que causaram?
Só estou querendo abrir o assunto para discussão, pois realmente achei algo bem complexo. Quem convive com crianças sabe que diante de toda a dose de amor e de mimo que os pais dedicam, umas palmadas em certas situações não são motivo de trauma. Mas em se tratando da massa da população, acho a campanha bem interessante. Os dados estão aí para mostrar que as nossas crianças estão precisando muito mais de carinho do que de correção. Só não sei se podemos pegar ao pé da letra toda a pacividade da campanha.
Acho que tem gente querendo me bater nesse momento. Calma! Mais uma vez, não defendo esse tipo de castigo. Mas acredito no equilíbrio e no bom senso dos pais que estão realmente preparados para assumir esses papéis. Pois, se tiver muito amor até nas palmadinhas, não vejo nada de errado. Pra mim, deveria ser: “Eduque: sempre com amor”.
Abro os comentários para a discussão.
E quem quiser saber mais da campanha, entra aqui:http://naobataeduque.org.br/site/home/index.php

